O Reino Unido frustrou um plano do Estado Islâmico para matar a primeira-ministra britânica, Theresa May4
06/12/2017 - 10h59 em Notícias

O Reino Unido frustrou um plano do EI (Estado Islâmico) para assassinar a primeira-ministra britânica, Theresa May, com uma bomba na sua residência oficial, informou a imprensa do país europeu.

Serviços de polícia e segurança acreditam que os organizadores do atentado planejavam lançar um dispositivo explosivo improvisado na Downing Street (onde a primeira-ministra mora) e então assassinar May no caos subsequente, afirmou a emissora Sky News. O plano era tão sério que o diretor-geral do MI5, a agência de segurança interna do Reino Unido, informou ministros sobre o caso.

Segundo o jornal britânico The Independent, dois suspeitos foram detidos durante buscas em Londres e Birmingham na semana passada. Ambos foram acusados de terrorismo pelas autoridades locais. Um porta-voz de Theresa informou que o Reino Unido identificou e neutralizou nove ameaças contra a primeira-ministra nos últimos 12 meses.

União Europeia

O chefe da Comissão Europeia, Jean-Claude Juncker, anunciou na segunda-feira que um acordo sobre os termos da separação entre o Reino Unido e a União Europeia ainda não foi alcançado. No entanto, ele afirmou que as posições de ambos os lados estão mais estreitas e que há confiança de que um senso comum será acordado antes da cúpula dos líderes europeus em 14 e 15 de dezembro. O motivo principal seria a emperrada negociações sobre as fronteiras da Irlanda.

A premiê Theresa May afirmou que os debates continuam nesta semana e insistiu que ela se mantém positiva quanto ao resultado final. “Tivemos uma reunião construtiva hoje. Os dois lados têm trabalhado duro e de boa fé, temos negociado duramente”, disse ela em entrevista coletiva conjunta com o chefe da Comissão Europeia. “Voltaremos a nos reunir no final da semana e também estou confiante que concluiremos isso de forma positiva”, completou.

Várias questões delicadas são motivos para possivelmente atrasar o cronograma, que prevê uma separação formal definitiva em março de 2019. Arranjos financeiros entre os dois lados; a fronteira entre Irlanda do Norte, que pertence ao Reino Unido, e Irlanda, que integra a UE; e os direitos de cidadãos europeus e britânicos após o divórcio são alguns dos pontos de atrito que os negociadores tentam resolver de modo a garantir um equilíbrio para as duas partes.

Com o acordo com a UE se aproximando dos prazos de encerramento, a questão irlandesa tornou-se o problema mais complexo. Na prática, o reaparecimento das fronteiras enfraqueceria as duas economias, altamente dependentes, e prejudicaria, segundo Dublin, o acordo de paz de 1998 – que deu fim a 30 anos de conflitos violentos na Irlanda do Norte. Além disso, o debate sobre as fronteiras reacende rancores históricos entre os dois países. Dublin afirma que não permitirá que as negociações avancem caso não obtenha garantias de que Londres não vá restabelecer controles fronteiriços na divisa com a Irlanda do Norte, que pertence ao Reino Unido, após a saída dos britânicos do bloco.

Fonte: O SUL

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