O presidente Michel Temer embarca para reunião com governadora de Roraima
12/02/2018 - 13h37 em Notícias

O presidente Michel Temer embarcou na manhã desta segunda-feira (12) para Boa Vista, em Roraima, onde irá se reunir com a governadora do Estado, Suely Campos. A informação é da Secretaria de Comunicação do Palácio do Planalto.

Temer decidiu ir pessoalmente para ver a situação de Roraima, que tem se agravado em razão do aumento da entrada de venezuelanos no Brasil, principalmente depois da decisão da última semana da Colômbia de fechar a sua fronteira com a Venezuela para impedir a entrada dos vizinhos. O presidente irá verificar que medidas poderão ser tomadas para ajudar na solução dos problemas criados por essa imigração em massa.

A reunião em Boa Vista está prevista para acontecer às 11h, horário local, 13h de Brasília. A previsão é que, após o encontro, Temer retorne ao Rio de Janeiro, para permanecer com a família na Restinga da Marambaia, onde passa o feriado de carnaval.

O ministro-chefe do GSI (Gabinete de Segurança Institucional), general Sérgio Etchegoyen, disse no domingo, 11, à Agência Estado, que a situação em Roraima é “dramática”. Ele esteve em Boa Vista na quinta-feira da semana passada, ao lado dos ministros da Defesa, Raul Jungmann, e da Justiça, Torquato Jardim, para verificar a situação. “O quadro lá é muito sério”, disse o ministro.

Segundo ele, a ideia do governo federal é ampliar “ainda mais fortemente” o aparato de apoio ao Estado, com mais ações de saúde, como levar mais suprimento para a população, por exemplo, além do reforço das fronteiras com soldados e Polícias Federal e Rodoviária Federal, para ajudar no ordenamento da entrada dos venezuelanos, já que o Estado, sozinho, não tem condições de receber tantos imigrantes, atendê-los e abrigá-los. Além do GSI, da Defesa e da Justiça, representantes da Saúde, das Relações Exteriores, do Desenvolvimento Social, entre outros órgãos participarão da visita.

Chegada em massa

A chegada em massa de venezuelanos fez o Brasil decidir aumentar a presença militar na fronteira em Roraima e realocá-los em outros Estados, enquanto o presidente Michel Temer subiu o tom contra o governo de Nicolás Maduro ao culpá-lo pelo fluxo. Atualmente, centenas de venezuelanos chegam a cada dia ao Estado da Região Norte fugindo da fome, da escassez de medicamentos básicos e da instabilidade política no país vizinho.

Temer atribuiu diretamente a Maduro a responsabilidade pela fuga em massa. “Nós estamos em um embate diplomático com a Venezuela. Estamos a todo momento buscando uma ajuda humanitária”, disse. “Agora, discordamos da forma como as coisas estão caminhando lá. E essa forma como as coisas caminham é que geram os chamados refugiados. Hoje são milhares de venezuelanos que entram lá por Roraima. Portanto, nossa atuação é diplomática, responsável e contestadora do que acontece lá.”

Temer destacou que os ministros da Defesa, da Justiça e do gabinete de Segurança Institucional estiveram em Roraima na quinta-feira (08) para examinar as condições dos venezuelanos. Segundo o presidente, um decreto assinado na semana passada para garantir documentos de identidade provisória para refugiados ajudará o Brasil a ter melhor controle do fluxo e a dar-lhes condições de buscar trabalho adequado.

Na visita a Boa Vista, o ministro da Defesa, Raul Jungmann, anunciou um plano de ação no qual o País dobrará para 200 o contingente de soldados em Roraima a fim de reforçar a fronteira. Também serão enviados funcionários do governo para atender às demandas agravadas com o alto fluxo. O plano começará realocando em março mil venezuelanos em quatro Estados: São Paulo, Paraná, Amazonas e Mato Grosso do Sul. A ideia é estimular o deslocamento deles pelo País.

 

Fonte: O SUL

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