Em nova gafe, a senadora Gleisi Hoffmann confundiu a letra de uma música de um cantor baiano com apoio ao seu partido
13/02/2018 - 8h44 em Notícias

 

A presidente do PT, senadora Gleisi Hoffmann, confundiu a letra de uma música do cantor baiano Léo Santana com apoio ao seu partido.

Em postagem numa rede social no último sábado (10), Gleisi afirmou que o cantor estava reconhecendo a boa administração do governo da Bahia ao cantar um de seus sucessos, a música Vai dar PT, durante o desfile de seu trio elétrico no circuito do Campo Grande. A música, contudo, não faz referência ao Partido dos Trabalhadores: a sigla PT, na canção de Léo Santana, significa “perda total”.

Em postagem na segunda-feira (12), Gleisi justificou a gafe: A música em si, assim como na poesia, pode ter diferentes interpretações! Brincamos, assim como nossa militância, de associar este trecho a sigla do nosso partido. Perda Total o povo já tem vivido com a série de desmontes promovidos pelo governo que vocês apoiam.

Apoio a Lula 

Esta não é a primeira gafe de Glesi  Hoffmann nas redes sociais. Há um mês, a senadora divulgou que o ex-presidente Luiz Inácio Lula da Silva havia sido homenageado pela torcida do clube alemão Bayern de Munique. Mas na faixa onde Gleisi leu “Forza Lula” estava, na verdade, “Forza Luca”.

Luca é o nome de um torcedor italiano que se feriu e chegou a entrar em coma após uma confusão entre torcidas de dois times italianos, em novembro. Desde então, faixas desejando força a Luca Fanesi se espalharam por estádios mundo afora. A imagem em questão mostrava o “c” de Luca parcialmente escondido pelo braço de um torcedor, o que faz com que a letra se assemelhe a um “l”.

Declarações

Gleisi declarou no mês passado em Porto Alegre que a Operação Lava-Jato e outras investigações anticorrupção em curso no País “não levam em conta bases legais” e são responsáveis por mortes, incluindo a da ex-primeira dama Marisa Letícia Lula da Silva, que morreu em decorrência de um AVC (acidente vascular cerebral) em fevereiro de 2017.

“São responsáveis por mortes sim. São responsáveis pela morte do Cancellier [Luiz Carlos Cancellier de Olivo, ex-reitor da UFSC – Universidade Federal de Santa Catarina], são responsáveis pela morte da dona Marisa”, disse a petista, que é ré em um processo da Lava-Jato no STF (Supremo Tribunal Federal).

O então reitor da UFSC se suicidou após ter sido preso pela Polícia Federal na Operação Ouvidos Moucos, que não tem relação com a Lava-Jato. O único ponto em comum é que a delegada Érika Mialik Marena, responsável pela prisão de Cancellier, já foi coordenadora da força-tarefa da Lava-Jato em Curitiba (PR).

Marisa Letícia respondia a duas ações penais decorrentes das investigações contra o ex presidente Luiz Inácio Lula da Silva. Após o falecimento, o juiz Sérgio Moro decretou a punibilidade extinta em ambos os processos.

 

Fonte: O SUL

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