Ministro britânico diz que eficácia e velocidade da operação justificam ação sem Parlamento
15/04/2018 12:07 em Notícias

O ministro das Relações Exteriores do Reino Unido, Boris Johnnson, disse neste domingo (15) que o governo britânico decidiu tomar parte nos ataques a mísseis na Síria sem autorização do Parlamento porque o foco era a velocidade e a eficácia da operação.

Em entrevista, ele disse que a primeira coisa que foi considerada foi a segurança dos homens e mulheres em serviço e que há precedentes para agir sem autorização prévia. “Obviamente que nossa principal consideração tem que ser sobre a segurança de nossos homens e mulheres em serviço e, é claro, a eficácia e a velocidade da operação”, disse.

O líder do partido trabalhista britânico,  Jeremy Corbyn, disse que a base legal usada para apoiar o ataque à Síria era questionável, e acrescentou, em entrevista à BBC no domingo, que ele somente apoiaria ações que tivessem o suporte do Conselho de Segurança da ONU (Organização das Nações Unidas).

“A base legal devia ser autodefesa ou a autoridade do Conselho de Segurança da ONU. A intervenção humanitária é um conceito legalmente questionável neste momento”, afirmou.  Boris Johnnson defendeu ainda a manutenção das relações com a Rússia, disse não procurar uma escalada da situação na Síria e que o Reino Unido deve tomar todas as precauções possíveis contra ataques cibernéticos russos. Segundo ele, o Reino Unido não aprecia o fato de as relações com a Rússia se tornarem difíceis.

Boris Johnnson defendeu ainda a manutenção das relações com a Rússia, disse não procurar uma escalada da situação na Síria e que o Reino Unido deve tomar todas as precauções possíveis contra ataques cibernéticos russos. Segundo ele, o Reino Unido não aprecia o fato de as relações com a Rússia se tornarem difíceis.

Outro lado

Enquanto isso, o ministro das Relações Exteriores da França, Jean-Yves Le Drian, disse em entrevista publicada em jornal neste domingo, que a Rússia deve pressionar seu aliado  Bashar al-Assad para uma solução política.

“É preciso esperar agora que a Rússia entenda que depois da resposta militar sobre o arsenal sírio, nós devemos juntar os esforços para promover um processo político na Síria que permita a saída da crise. A França está disposta a isso. Mas, hoje, o que bloqueia o processo é o próprio Bashar al-Assad. E é a Rússia que deve pressioná-lo”, disse.

Estados Unidos

O presidente Donald Trump celebrou, no sábado (14), o resultado do bombardeio na Síria no Twitter com a exclamação “Missão Cumprida!”. A ofensiva foi limitada e planejada para evitar eventuais colisões com forças russas que operam no país. Segundo o Pentágono, o ataque não representa uma mudança da estratégia dos EUA na guerra iniciada há sete anos, nem é uma tentativa de derrubar o ditador Bashar al-Assad.

Coordenados com França e Reino Unido, os disparos entre a noite de sexta-feira (13) e a madrugada de sábado, foram uma retaliação ao ataque químico contra civis registrado há uma semana ocorrido nas imediações de Damasco, segundo estimativa da OMS (Organização Mundial da Saúde), mais de 70 pessoas morreram.

O objetivo do bombardeio foi destruir três instalações ligadas à produção desse tipo de armamento e dissuadir Assad de usá-lo no futuro, disse a porta-voz do Departamento Defesa, Dana White. Novos bombardeios só serão realizados se isso ocorrer, afirmou. “Nossa missão continua a ser derrotar o Estado Islâmico”, declarou Dana.

Tuítes postados por Trump no dia seguinte ao ataque químico sugeriam que a retaliação seria mais ampla que a executada na noite de sexta-feira. O presidente acusou a Rússia e o Irã de responsabilidade, em razão de seu apoio a Assad, e disse que um “alto preço” seria pago. “Todo mundo vai pagar um preço”, disse em entrevista posterior.

Os bombardeios foram precisos e calculados para evitar a morte de civis e danos colaterais, disse o general Kenneth McKenzie, do Comando-Maior das Forças Amadas. O militar disse que antes, durante e depois da ofensiva os EUA usaram os canais de comunicação que mantêm com a Rússia para evitar conflitos indesejados na Síria, onde tropas dos dois países operam.

Fonte: O SUL

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