O Ministério Público investiga um prefeito gaúcho que teria oferecido 1.000 reais a uma adolescente em troca de sexo
15/05/2018 - 13h57 em Notícias

O MP (Ministério Público), com o apoio da BM (Brigada Militar), cumpriu, na manhã desta terça-feira (15), três mandados de busca e apreensão no gabinete do prefeito de Planalto, no Norte do RS, Antonio Carlos Damin (PDT), e em duas residências do político. A ação faz parte de uma investigação sobre o crime de estupro de vulnerável.

Conforme as apurações, conduzidas pela coordenadora da Procuradoria de Prefeitos, Ana Rita Nascimento Schinestsck, e pelo promotor de Justiça Alexandre Salim, o prefeito teria oferecido R$ 1 mil a uma adolescente de 13 anos para que ela fizesse sexo com ele. O fato foi comunicado ao MP, Conselho Tutelar e Polícia Civil, o que levou o suspeito a marcar encontro em local ermo com os pais da menor, com o objetivo de convencê-los a retirar a representação, conforme o MP.

A menina ainda denunciou que o prefeito mostrou a ela fotos e vídeos de outras jovens nuas, inclusive da cidade. As buscas têm o objetivo de confirmar a existência desse material, bem como eventual participação do suspeito em outras situações sexuais envolvendo menores de idade. A promotora de Justiça Michele Taís Dumke Kuffner acompanha os trabalhos.

As investigações dão conta também que o prefeito teria tentado molestar a jovem, o que configura o crime de estupro de vulnerável. Além dos mandados de busca e apreensão, a 4ª Câmara Criminal do Tribunal de Justiça do Rio Grande do Sul deferiu os pedidos do MP para proibir o contato do investigado com a vítima e os pais dela, por qualquer meio, seja pessoalmente ou por terceiros, ou mesmo por meios eletrônicos ou telefônicos, além de guardar distância mínima de 200 metros da ofendida e de familiares. Ele também está proibido de se ausentar da comarca de Planalto sem autorização judicial.

Fonte: O SUL

 

 

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