O ministro do Supremo Edson Fachin prorrogou por 60 dias um inquérito contra os presidentes do Senado e da Câmara dos Deputados
16/05/2018 - 15h38 em Notícias

O ministro Edson Fachin, relator da Lava-Jato no STF (Supremo Tribunal Federal), autorizou a prorrogação por mais 60 dias de um inquérito contra os presidentes do Senado, Eunício Oliveira (MDB-CE), e da Câmara dos Deputados, Rodrigo Maia (DEM-RJ).

A prorrogação havia sido pedida pela procuradora-geral da República, Raquel Dodge, no dia 7 deste mês, reforçando solicitação feita pelos delegados da PF (Polícia Federal) responsáveis pelo caso. São investigados no mesmo inquérito os senadores Romero Jucá (RR) e Renan Calheiros (MDB-AL) e o deputado federal Lúcio Vieira Lima (MDB-BA).

A investigação tem como base a delação premiada do ex-presidente da Odebrecht Marcelo Odebrecht e de outros cinco executivos da empresa que relataram o pagamento de mais de R$ 7 milhões aos parlamentares para que duas medidas provisórias favoráveis ao grupo fossem aprovadas no Congresso.

O prazo para o fim das investigações da PF já havia sido prorrogado uma vez por igual período, mas os delegados responsáveis voltaram a solicitar mais tempo. Na petição encaminhada a Fachin, Raquel citou investigações “pendentes” da PF, destacando que, passados os últimos 60 dias, nenhuma das diligências previstas foi cumprida pelos delegados, entre elas a oitiva como testemunha de Carlos Parente, executivo da Braskem, uma subsidiária da Odebrecht.

Nos últimos dois meses, também não foram feitas perícias nos sistemas de comunicação e contabilidade paralela da Odebrecht, chamados Drousys e Mywebdayb, destacou a Procuradoria-Geral da República.

Segurança

O STF publicou edital de licitação para contratar seis seguranças armados para atuarem na casa do ministro Edson Fachin em Curitiba, no Paraná. O valor estimado da contratação é de R$ 1,6 milhão para um período de 30 meses.

A medida foi tomada após o ministro ter revelado, em uma entrevista no fim de março, que ele e sua família têm recebido ameaças. Fachin, porém, não citou quais tipos de ameaças teria sofrido ou como teriam ocorrido.

No edital, estão descritas diversas atividades que os seguranças devem desempenhar, entre elas abordar visitantes, anotar as placas de veículos estranhos que permaneçam na rua de Fachin e proibir qualquer aglomerado de pessoas no local, bem como deter “pessoas consideradas suspeitas”. Os vigilantes devem estar armados com pistolas calibre .380.

A licitação prevê que os serviços sejam prestados a partir de 1º de julho deste ano até 31 de dezembro de 2020. Após as ameaças a Fachin virem a público, a presidente do Supremo Tribunal Federal, ministra Cármen Lúcia, informou ter reforçado a segurança de todos os ministros, incluindo também o aumento da escolta do relator da Operação Lava-Jato. Por questão estratégica, o tribunal não quis informar quantos agentes são empregados na segurança dos ministros.

Fonte: O SUL

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