Bolsonaro prometeu a criação do 13º salário do Bolsa Família
11/10/2018 14:16 em Notícias

Em live no Facebook publicado no início da noite de terça-feira (10), o candidato Jair Bolsonaro (PSL) afirmou que não irá acabar com o 13º salário e prolongará o benefício para quem recebe Bolsa Família. “O meu vice, o general Mourão, levou uma proposta ao Paulo Guedes, que é o homem da economia. Ele propôs levar o 13º para quem ganha o Bolsa Família”.

De acordo com o candidato, o dinheiro extra para pagar o benefício virá com o fim da “roubalheira” do Bolsa Família. “Combatendo a corrupção e a roubalheira no Bolsa Família sobra dinheiro para pagar quem precisa”, afirmou ao lado do empresário Luciano Hang, dono da Havan.

Em setembro, o candidato a Vice-Presidência do PSL disse que o 13º salário é uma “jabuticaba brasileira”, uma “mochila nas costas dos empresários” e “uma visão social com o chapéu dos outros”. A fala de Mourão foi desmentida por Jair Bolsonaro, que disse que “vice geralmente não apita nada, mas atrapalha muito”.

Sobre o programa social, Bolsonaro criticou o PT e acusou o partido de ter transformado o Bolsa Família em currais eleitorais. O candidato também afirmou que mais empregos serão criados conforme a segurança aumentar. “Estamos aqui na Barra da Tijuca [Rio de Janeiro], o ano retrasado 400 estabelecimentos comerciais foram fechados só na Barra da Tijuca por conta da violência. O cara abre um negócio e é assaltado. Ele fecha. E perdeu três ou quatro empregos”, afirmou.

Nordeste

O candidato do PSL, que acabou o primeiro turno com 26% dos votos válidos no Nordeste contra 51% de Fernando Haddad (PT), avançou nos grandes centros urbanos da região e venceu em 42 cidades nordestinas, incluindo cinco capitais: Recife, Maceió, Natal, João Pessoa e Aracaju.

Para este segundo turno, a palavra de ordem do candidato do PSL é mirar o interior dos Estados do Nordeste, conquistar aliados e tentar ampliar a votação na região. Por outro lado, a equipe de Fernando Haddad atua para fazer um trabalho de contenção e impedir que tradicionais eleitores petistas migrem para o capitão da reserva.

Em quatro anos, houve um aumento do eleitorado antipetista no Nordeste. Em 2014, Aécio Neves (PSDB), principal opositor da candidatura de Dilma Rousseff (PT), teve 4,2 milhões de votos na região e venceu em apenas duas cidades – Campina Grande (PB) e Buerarema (BA).

Pernambuco, terra do ex-presidente Lula, que sempre consagrou nacionalmente os candidatos do PT nas urnas, é um bom exemplo para medir a diferença entre 2018 e as eleições anteriores. Bolsonaro, apesar de ter perdido para Haddad (48,87% x 30,57%) no Estado, conseguiu vencer a disputa nos cinco maiores colégios eleitorais: Recife, Jaboatão dos Guararapes, Olinda, Paulista e Caruaru. O resultado mostra que, dos 1,14 milhão de votos que o candidato do PSL obteve em Pernambuco, a grande maioria, 884.828 mil votos, veio justamente dos 10 municípios pernambucanos com maior número de votantes.

Fonte: O SUL

COMENTÁRIOS
Comentário enviado com sucesso!
PUBLICIDADE