Parlamentares tentam manter Rodrigo Maia na presidência da Câmara dos Deputados
11/10/2018 21:34 em Notícias

Um grupo de parlamentares já tenta articular a candidatura de Rodrigo Maia (DEM-RJ) para voltar a comandar a Câmara dos Deputados em 2019.

Dele fazem parte deputados de esquerda —eles querem evitar que, num eventual governo de Jair Bolsonaro (PSL-RJ), a Casa caia em mãos do grupo do capitão reformado.

A ideia seria juntar partidos como o PDT e o PC do B, além de setores do centrão e do PSDB. E tentar também a adesão do PT, caso a legenda saia derrotada da campanha.

Há uma crença de que o economista Paulo Guedes, que deve ocupar o Ministério da Fazenda em um eventual governo de Bolsonaro, preferiria Maia a qualquer outro bolsonarista, pela experiência e capacidade de articular a aprovação de pautas liberais na Câmara.

Já o grupo mais próximo de Bolsonaro tentará ganhar o comando do parlamento, caso vença a eleição. O deputado pernambucano e presidente licenciado do PSL, Luciano Bivar, já reivindica o cargo para o partido —talvez para ele mesmo. Outro nome no cardápio é o do deputado Marcelo Alvaro Antonio, o mais votado de Minas Gerais, com 230 mil sufrágios.

Eduardo Bolsonaro, filho do candidato e reeleito deputado por SP, também é cotado. Mas integrantes do PSL acham que seria inconveniente colocar o próprio filho do presidente no cargo.

Frente contrária

Uma reunião de advogados e juristas em São Paulo decidiu, nesta quarta-feira (10), criar uma “frente pela democracia” contra Bolsonaro.

No encontro, organizado pelo grupo Prerrogativas, José Eduardo Cardozo, ex-ministro da Justiça de Dilma Rousseff, foi escalado para procurar Fernando Henrique Cardoso.

Paulo Vannuchi, ex-ministro dos Direitos Humanos de Lula, ficou responsável pelos contatos com os advogados José Carlos Dias e José Gregori, ex-ministros da Justiça de FHC. Geraldo Alckmin também será procurado por eles.

Filho candidato 

O filho do presidenciável Jair Bolsonaro (PSL) e reeleito deputado mais votado do Estado de São Paulo, Eduardo Bolsonaro (PSL) afirmou que presidência da Câmara em 2019 deve ser ocupada por conservador identificado com as ideias de seu pai e não descartou concorrer ele próprio ao cargo que hoje é de Rodrigo Maia (DEM-RJ).

“A gente vai ter a segunda maior bancada da Casa a partir do ano que vem, então isso aí dá uma certa autonomia para a gente articular que o próximo presidente seja identificado com as bandeiras do Jair Bolsonaro. Não necessariamente uma pessoa de dentro do PSL”, disse.

O partido dos dois fez a segunda maior bancada na Câmara na eleição de 2018, com 52 cadeiras. Eduardo afirmou ainda que não pretende negociar com o PT caso o pai seja eleito: “dá tranquilamente para fazer uma maioria”.

Questionado pelo jornal Folha de S. Paulo sobre qual será a primeira ação na Câmara do governo Bolsonaro, ele afirmou que há pautas econômicas a serem tratadas com Paulo Guedes. “São questões emergenciais. Criação de emprego é certo, afeta todo mundo, mulher, hétero, gay. Então acredito que isso daí junto com as questões de segurança. Quem sabe com a nova configuração do Senado a gente não consiga aprovar a redução da maioridade penal também?”, afirmou.

Fonte: O SUL

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