A inflação para o consumidor recuou em Porto Alegre e em mais cinco capitais pesquisadas na primeira semana de novembro
09/11/2018 09:50 em Notícias

O IPC-S (Índice de Preços ao Consumidor – Semanal) recuou em seis das sete capitais pesquisadas, entre elas Porto Alegre, na primeira semana deste mês, de acordo com dados divulgados pela FGV (Fundação Getulio Vargas) nesta sexta-feira (09).

Na Capital gaúcha, a inflação para o consumidor registrou variação de 0,39%. O resultado foi 0,04 ponto percentual inferior ao verificado na quarta semana de outubro. Nesta apuração, quatro das oito classes de despesa componentes do índice apresentaram desaceleração em suas taxas de variação em Porto Alegre, entre as quais se destacam os grupos Habitação e Educação, Leitura e Recreação, cujas taxas passaram de -0,18% para -0,40% e de 0,92% para 0,79%, respectivamente.

Conforme a FGV, também houve queda no IPC-S em Salvador (de 0,71% para 0,54%), Brasília (de 0,81% para 0,67%), Belo Horizonte (de 0,27% para 0,25%), Recife (de 0,30% para 0,19%) e São Paulo (de 0,64% para 0,61%). O IPC-S subiu apenas no Rio de Janeiro (de 0,18% para 0,25%).

Inflação oficial

O IPCA (Índice Nacional de Preços ao Consumidor Amplo), considerado a inflação oficial do País, chegou a 0,45% em outubro, a maior taxa para o mês desde 2015 e 0,03 ponto percentual acima do índice registrado em setembro. Os dados foram divulgados na quarta-feira (07) pelo IBGE (Instituto Brasileiro de Geografia e Estatística).

O acumulado no ano (3,81%) ficou acima do registrado em igual período do ano passado (2,21%). O acumulado nos últimos 12 meses subiu para 4,56%, enquanto havia registrado 4,53% nos 12 meses imediatamente anteriores. Em outubro de 2017, a taxa atingiu 0,42%.

Os preços do grupo Alimentação e Bebidas aceleraram de 0,10% em setembro para 0,59% em outubro, enquanto Transportes desacelerou de 1,69% para 0,92%. Juntos, esses dois grupos responderam por 43% das despesas das famílias e contribuíram com cerca de 70% do índice do mês.

Transportes apresentou ainda a maior variação entre os grupos de produtos e serviços pesquisados, além de exercer o principal impacto no índice de setembro, com 0,17 ponto percentual. Os combustíveis foram o destaque desse grupo pelo segundo mês consecutivo, com 2,44% de variação e 0,14 ponto percentual de impacto, o que equivale a aproximadamente um terço do IPCA.

Todos os itens apresentaram desaceleração na passagem de setembro para outubro: etanol (de 5,42% para 4,07%), óleo diesel (de 6,91% para 2,45%), gasolina (de 3,94% para 2,18%) e gás veicular (de 0,85% para 0,06%). Ainda nos Transportes, as passagens aéreas tiveram alta de 7,49%, porém uma desaceleração frente aos 16,81% de setembro.

Alimentação e bebidas (0,59%) teve o segundo maior impacto no IPCA (0,15 ponto percentual), impulsionado principalmente pela alimentação no domicílio (de 0% em setembro para 0,91% em outubro), com destaque para o tomate (51,27%), a batata-inglesa (13,67%), o frango inteiro (1,95%) e as carnes (0,57%). Entre as quedas, sobressaíram a farinha de mandioca (-4,69%), o leite longa vida (-2,60%), os ovos (-1,12%) e o café moído (-0,94%). Já a alimentação fora variou 0,02%, com destaque para o lanche (-0,25%).

Fonte: O SUL

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