A conta de luz pode ter bandeira amarela ou verde em dezembro
09/11/2018 09:53 em Notícias

Devido aos índices de chuvas dentro da expectativa para o mês de outubro no Brasil, a bandeira tarifária da conta de energia elétrica para dezembro dificilmente retornará para a bandeira vermelha, disse o diretor-geral da Aneel (Agência Nacional de Energia Elétrica), André Pepitone. “Reverter acho difícil, no pior estágio seria manter a amarela”, afirmou.

A Aneel pode inclusive analisar a possibilidade de adotar a bandeira verde no próximo mês. O estudo levará em conta a melhora nos níveis dos reservatórios diante da quantidade de chuvas no Brasil em novembro. Segundo o diretor-geral do órgão regulador, André Pepitone, é preciso aguardar mais um pouco para avaliar alguns fatores que influenciam o modelo que determina a escolha da cor da bandeira.

Entre os fatores está o nível de armazenamento e o GSF – fator que mede o nível entre a energia produzida pelos geradores do MRE (Mecanismo de Realocação de Energia) e a soma das garantias físicas deles. É com esse fator que se avalia quanta energia será alocada em cada usina.

Conforme o diretor-geral, as chuvas estão boas e dentro das expectativas, ainda assim é preciso esperar porque está no começo do mês, mas ele acrescentou que o prognóstico é bom. “De acordo com o cenário hídrico que estamos vivenciando hoje, ele se apresenta favorável, mas temos que aguardar para não fazer um exercício de futurologia”, disse. Pepitone estimou que, após o dia 20, será possível “ter uma sensibilidade com grande precisão” para definir a cor da bandeira.

Chuvas

O diretor-geral do ONS (Operador Nacional do Sistema Elétrico), Luiz Eduardo Barata, disse que está muito feliz com a quantidade de chuvas. Segundo Barata, até setembro as condições climáticas eram muito ruins tanto no Nordeste quanto no Centro-Oeste e no Sudeste. O quadro começou a mudar em outubro.

Para novembro, as expectativas dos institutos de clima apontam para boa quantidade de chuva no Rio Paranaíba, o que deve melhorar também as condições no Rio Tocantins. “Deve começar a subir também as usinas do Rio Tocantins e mais para a frente a sinalização é que os rios do Norte, Madeira e Xingu, também vão ter uma condição boa”, disse, após participar do encontro de energia.

Outra previsão que anima Barata é o fenômeno El Niño entre moderado e fraco. De acordo com o diretor-geral do ONS, isso é positivo porque deve vir acompanhado de chuva na média ou pouco acima disso no Nordeste, enquanto na Região Sul a previsão é de chuva intensa.

“Quando estávamos em setembro, a nossa perspectiva era terminar o período seco na faixa dos 14% ou 15% [dos reservatórios] no Sudeste. No Nordeste, a previsão era terminar acima de 20%, não por causa da chuva, mas principalmente por causa da estratégia de controle de vazão. No Sudeste, estamos entre 19% e 20%, principalmente porque continua chovendo e de forma abundante na Região Sul. Se nós vínhamos em junho, julho, agosto e setembro com o fluxo de energia da Região Sudeste para a Região Sul, a partir de outubro passamos a ter o fluxo do Sul para o Sudeste. Esse é que foi o grande diferencial”, destacou.

Fonte: O SUL

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