As cerimônias religiosas, proibidas devido à epidemia de coronavírus, podem ser realizadas a partir deste sábado (23) na França, de acordo com um decreto emitido no mesmo dia, mas desinfetante para as mãos e máscara serão obrigatórios e haverá controles na entrada. 

A medida entra em vigor após uma decisão do Conselho de Estado, a mais alta jurisdição administrativa da França, que em 18 de maio ordenou ao governo que levantasse a proibição "geral e absoluta" de reuniões em locais de culto decretados como parte do estado de emergência sanitário.

O Conselho de Estado considerou a proibição uma "violação grosseira e manifestamente ilegal" da liberdade de religião.

De acordo com o decreto publicado no sábado, quem administra os locais de culto e organiza as cerimônias terá de garantir que os fiéis respeitem a distância física, usem uma máscara e desinfetem as mãos.

Na entrada do local de culto, uma pessoa regulará os fluxos para não exceder o limite máximo de assistência nessas circunstâncias. As medidas se aplicam a "qualquer pessoa com 11 anos ou mais", de acordo com o decreto. As autoridades podem fechar locais de culto que violem essas regras.

Pressão católica

A retomada das celebrações públicas foi anunciada inicialmente para 2 de junho.

Nas últimas semanas, o episcopado católico pressionou pela abertura das igrejas, com o objetivo de acolher fieis para a celebração do domingo de Pentecostes, 31 de maio.

O Aíd al Fitr, o festival do fim do jejum que marca o final do mês sagrado do Ramadã, será realizado no domingo, anunciou o Conselho Francês de Culto Muçulmano (CFCM) na noite de sexta-feira.

Esse festival é tradicionalmente comemorado com grandes orações coletivas no início da manhã.

Fonte: RFI


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