O presidente Jair Bolsonaro sondou o líder do governo na Câmara, o deputado federal Major Vitor Hugo (PSL-GO), para ocupar o MEC (Ministério da Educação). A conversa, que teria começado por telefone no domingo (05), se estendeu em um almoço na segunda-feira (06) entre os dois.

Perguntado por Bolsonaro se aceitaria o MEC, Vitor Hugo disse que toparia. O presidente apresentou as dificuldades da pasta – mas Vitor Hugo já fala das medidas que gostaria de implementar se for confirmado no cargo.

Nos bastidores, o nome de Vitor Hugo provocou resistências entre aliados do presidente. Afirmam que Hugo não tem interlocução com setores da educação e não possui currículo com experiência na área.

Hugo, lembram aliados de Bolsonaro que se opõe ao seu nome, teve atritos com Rodrigo Maia, na presidência da Câmara dos Deputados, inviabilizando a relação da liderança com a presidência da Casa.

Já o líder, a respeito dessas críticas, sempre repete que não tinha interlocução no começo da sua gestão porque o presidente não queria base no Congresso – e isso mudou hoje, inclusive com o toma lá da cá do governo.

A expectativa do governo é que ele, se for confirmado, não esqueça a “guerra ideológica” promovida por Abraham Weintraub, mas faça com “menos beligerância”.

Uma das prioridades de Hugo, já debatida com interlocutores, é focar na educação básica dentro da avaliação do governo de que o PT focou na educação superior e, nas palavras de um bolsonarista, “não adianta ter diploma superior sem educação básica”. Isso, na avaliação do Planalto, diferenciará a gestão Bolsonaro na Educação do PT, seu adversário político.

Fonte: O SUL

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