Maior produtora global de carnes, a JBS anunciou o projeto Juntos pela Amazônia, que pretende investir na conservação e crescimento econômico sustentável na região.

Trata-se de uma uma série de iniciativas, entre elas, não contar com fornecedores que desmatem e a criação de um fundo com aporte inicial de R$ 250 milhões de reais, nos primeiros cinco anos, como explicou o CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, em entrevista exclusiva à CNN, nesta quarta-feira (23), e uma verba total de R$ 1 bi até 2030. 

"É um programa extenso, profundo e que vai causar um impacto significativo na Amazônia e nas pessoas que lá vivem", afirmouTomazoni, que acrescentou que o programa se sustenta em quatro pilares – sustentabilidade da cadeia de valores, a recuperação e o reflorestamento, o desenvolvimento sustentável das comunidades e a pesquisa e o desenvolmimento tecnológico.

"Os quatro pilares são interconectados, mas o grande trabalho que iremos fazer, inicialmente,  é dentro da nossa cadeia de valor. Para isso, desenvolvemos três iniciativas muito importantes, que vão mudar o ciclo de como a gente tem visto a pecuária no Brasil", classificou.

O fundo total de R$ 1 bilhão será para investimentos no desenvolvimento sustentável do bioma, com aportes da companhia podendo atingir até metade desse total em até dez anos. 

"O fundo terá uma organização independente da JBS e um conselho consultivo com pessoas da comunidade, cientistas, CEO de empresa, além de um conselho técnico com pessoas que conhecem profundamente a Amazônia", declarou.

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O CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, em entrevista exclusiva à CNN

O CEO Global da JBS, Gilberto Tomazoni, em entrevista exclusiva à CNN

Foto: CNN (23.set.2020)

Tomazi ainda falou sobre a Plataforma Verde, que foi criada para monitoramento total até 2025 de todos os fornecedores indiretos de gado à companhia, um dos desafios do setor no combate a pecuaristas que atuam na ilegalidade e que colaboram com o desflorestamento.

Segundo ele, a plataforma vai programa vai permitir que, com a colaboração de produtores e fornecedores parceiros, seja feito um monitoramento com segurança e transparência das informações. 

A meta é que até 2025 todos os fornecedores estejam na plataforma, pois a empresa só comprará de produtores que tiveram adequados. "Vamos conseguir ampliar nosso nível de controle e gestão. Até 2025, queremos garantir que 100% dos fornecedores estejam dentro dessa Plataforma Verde JBS", afirmou.

Tomazoni defendeu que a JBS decidiu fazer o investimento no novo projeto por ser "um avanço no que a empresa já tem feito" pelo meio ambiente.

"Hoje, monitoramos uma área da Amazônia com 45 milhões de hectares. Temos 50 mil fornecedores, e desses nove mil foram bloqueados", informou. "Então, estamos indo além desse monitoramento que temos hoje, para o fornecedor do nosso fornecedor. Superimportante", disse.

"Nessa mesma plataforma, vamos compartilhar as informações e o conhecimento que temos hoje, sobre os nossos fornecedores. Então, qualquer ator da sociedade que quer tomar decisões do seu negócio baseado em condições socioambientais pode usar as nossas informações para fazê-lo. Isso é um movimento", considerou. 

"A questão da preservação da Amazônia não é de uma empresa ou de outra, mas de um movimento da sociedade como um todo", acrescentou.

(Edição: Luiz Raatz)

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/business/2020/09/23/ceo-da-jbs-gilberto-tomazoni-explica-projeto-de-conservacao-da-amazonia

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