Enterro de vítima da Covid-19 no cemitério da Vila Formosa, em São Paulo (SP)

Foto: Amanda Perobelli - 26.jun.2020/Reuters

O Ministério da Saúde registrou nesta quarta-feira (22) mais 869 mortes e 33.281 casos de pessoas infectadas pela Covid-19. Ao todo, o país soma 138.977 mortos e 4.624.885 diagnósticos da doença causada pelo novo coronavírus. 

O boletim da pasta inclui as confirmações desde a tarde do dia anterior, independentemente de quando os exames tenham sido feitos. Há análises que demoram dias para serem concluídas.

São Paulo segue como o estado com a maior incidência do vírus, com 951.973 casos e 34.492 mortes. Em seguida, aparecem Bahia (299.415 casos e 6.408 mortes), Minas Gerais (276.314 casos e 6.897 mortes) e Rio de Janeiro (254.885 casos e 17.911 mortes). 

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Vacina

O governador de São Paulo, João Doria (PSDB), anunciou nesta quarta que estudos clínicos comprovam a segurança da Coronavac, vacina chinesa contra Covid-19 desenvolvida em parceria com o Instituto Butantan.

Em entrevista coletiva no Palácio dos Bandeirantes, Doria afirmou que 94,7% dos mais de 50 mil voluntários testados na China não apresentaram nenhum sintoma adverso em relação à vacina Coronavac.

"Os resultados dos estudos clínicos realizados na China mostraram baixo índice, de apenas 5,3%, de efeitos adversos e de baixa gravidade – a maioria apresentou apenas dor no local da aplicação da vacina", disse Doria, ressaltando ser comum esse tipo de reação.

"Resultados comprovam que a Coronavac tem excelente perfil de segurança e comprovam também a manifestação feita pela OMS há duas semanas indicando a Coronavac como uma das oito mais promissoras vacinas em desenvolvimento em seu estágio final em todo o mundo", completou o governador.

Destes que apresentaram efeitos adversos, 3,08% relataram dores no local da aplicação da vacina, 1,53% sentiram fadiga e apenas 0,21% tiveram febre como efeito colateral. O governo afirmou também que 7das 50.027 pessoas vacinadas na China apresentaram efeitos considerados mais graves, como perda de apetite, dor de cabeça e febra acima de 38,5 ºC.

Doria afirmou que os estudos chineses demonstraram que a Coronavac apresentou 98% de eficiência na imunização das pessoas testadas no país asiático e voltou a dizer que o primeiro lote da vacina, com 5 milhões de doses, será recebido no Instituto Butantan já em outubro.

Na mesma entrevista, o diretor do Instituto Butantan, Dimas Covas, afirmou que o governo de São Paulo já obteve autorização da Agência Nacional de Vigilância Sanitária (Anvisa) para ampliar de 9 mil para 13 mil os voluntários testados nas fases subsequentes do programa, em que devem ser incluídos também crianças e idosos.

"Recentemente foram aprovados os estudos de fase 1 e 2 em crianças na China, que devem começar brevemente. Na fase 1 serão testadas 72 crianças. Na fase 2 serão mais 480 voluntárias", completou Covas.

Vacinação até o fim de fevereiro

Doria também voltou a prometer que até o final de fevereiro o governo de São Paulo receberá 60 milhões de doses da vacina, o que ele disse ser suficiente para imunizar toda a população de São Paulo.

“Deveremos, por óbvio, aguardar a finalização da terceira e última fase de testagem e seus resultados e a aprovação da Anvisa [Agência Nacional de Vigilância Sanitária]. Mas já em dezembro, na segunda quinzena, poderemos iniciar a imunização de acordo com critérios de vacinação adotados pela secretaria da Saúde do estado de São Paulo e dentro do protocolo do Ministério da Saúde”, disse o governador.

O governador destacou que médicos e paramédicos serão os primeiros a receber o imunizante e disse que o estado já fez tratativas com o Ministério da Saúde para a compra de mais doses para distribuição em todo o país.

“Já fizemos negociações com o ministro da Saúde, Eduardo Pazuello, para que o Ministério da Saúde possa comprar mais 40 milhões de doses desta vacina para permitir a vacinação de brasileiros de outros estados do país.”

Por meio de um intérprete, o representante da Sinovac para a América do Sul, Xing Han, afirmou que a empresa está satisfeita com a cooperação com o Instituto Butantan para enfrentar a pandemia do novo coronavírus.

"Estamos confiantes que a vacina Coronavac, tanto para segurança quanto para eficiência, vai ser bem testada e teremos resultados para a fase 3 em um ou dois meses", disse Han.

"Em Pequim, trabalhamos duro e conseguimos em cinco meses construir uma fábrica nova somente para a Coronavac. Nossa equipe vai trabalhar dia e noite para garantir o fornecimento desses 46 milhões de doses e até fevereiro chegar a 60 milhões de doses para São Paulo", completou.

(Com Murillo Ferrari e Henrique Andrade)

Fonte: https://www.cnnbrasil.com.br/saude/2020/09/23/covid-19-brasil-23-9-2020

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