Bolsa fecha 2019 com ganho de 32%
30/12/2019 22:14 em Economia

A Bolsa de Valores brasileira fecha 2019 com alta de 32%, graças à chegada do pequeno investidor ao mercado de ações. Foi o melhor desempenho desde 2016. O cenário pode ser explicado pela frustração dos brasileiros com o rendimento da renda fixa. À medida em que o juro caía, mais gente migrava recursos para ações. A poupança, contudo, teve captação líquida de R$ 17,4 bilhões em 2019, segundo o BC (Banco Central), abaixo dos R$ 38,2 bilhões captados em 2018, mas acima dos R$ 17,1 de 2017, ano em que a Selic foi de 13,75% a 7%.

O Ibovespa saiu dos 87 mil pontos do final de 2018 para 115.645 pontos nesta segunda-feira (30), último pregão do ano. A alta de 31,6% ocorreu sem a participação de investidores estrangeiros, que deixaram o País ao longo de todo o ano. O dólar fechou o ano a R$ 4,01, alta de 3,5%.

Entre as ações  que mais se valorizaram este ano estão os papéis da Qualicorp, do setor de saúde, que subiram 243,07%, seguidos pelo banco BTG, com alta de 235,35%. Na sequência estão a Via Varejo, dona das bandeiras Casas Bahia e Ponto Frio, cujas ações subiram 154,44% este ano; Intermédica, com valorização de 135,79%; JBS, que registrou aumento de 122,63%, seguido pelo Magazine Luiza (112,46%).

Nesta segunda, o Ibovespa sucumbiu ao processo de realização de lucro das bolsas norte-americanas. O principal índice à vista da B3 passou a manhã em alta firme, chegando a operar acima dos 117 mil pontos (117.085,94 pontos), mas perdeu ímpeto após o índice de atividade industrial de Chicago subir 48,9 em dezembro, ante previsão de 47,4, e depois que o petróleo reduziu consideravelmente o ritmo de ganho. Com isso, o Ibovespa passou para o terreno negativo. Soma-se a isso o fato de que o investidor aproveitou o último para embolsar lucros, o que reduziu a liquidez.

Ao longo deste ano, a taxa Selic caiu de 6,50% ao ano para 4,50%, aproximando o país do juro real zero visto em países desenvolvidos à medida que a economia brasileira mostrava dificuldade de se recuperar da recessão. A inflação do ano deve terminar ao redor de 4%, enquanto as apostas de crescimento do PIB (Produto Interno Bruto) estão na casa de 1,17%. Com informações dos jornais Folha e Estado de S. Paulo.

Fonte: O SUL

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