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Dólar fecha abril abaixo de 5 reais, com queda de 1,6% no mês; Bolsa sobe
29/04/2023 20:05 em Notícias Nacionais

O dólar comercial fechou a última semana de abril cotado a R$ 4,987, em alta de 0,15%. No entanto, no mês, a variação foi negativa. O Ibovespa, principal índice da Bolsa de Valores brasileira (B3), encerrou em valorização de 1,47%, aos 104.431,63 pontos. A Bolsa foi elevada, principalmente, por ações da Gol (+ 9,03%), BRF S.A (+ 8,38%) e CVC (+ 6,67%).

Na semana, a moeda recuou 1,40%, terminando abril com perda de 1,60%. No ano, o dólar acumula baixa de 5,54%. Com a rolagem de posições no mercado futuro, o contrato da moeda para liquidação em junho, que passa a ser o mais líquido, teve giro forte, acima de US$ 17 bilhões.

O comportamento da moeda norte-americana no mercado local sofreu forte influência da disputa técnica para formação da última Ptax de abril e pela rolagem de posições no segmento futuro de câmbio. O Ibovespa, índice de referência da Bolsa de Valores de São Paulo, teve alta de 1,47% no dia e de 2,50% em abril.

No noticiário doméstico, analistas viram forças distintas atuando sobre a precificação do dólar. Dados positivos da economia brasileira, como avanço de 3,32% do Índice de Atividade Econômica do Banco Central (IBC-Br) em fevereiro, favorecem ao real, ao mostrar perspectivas melhores para atividade e possível manutenção da taxa Selic em 13,75% por longo período.

De outro lado, pesam dúvidas ainda sobre o controle das contas públicas. Após impacto positivo da decisão do Superior Tribunal de Justiça (STJ) favorável ao governo na questão tributária, houve certo desconforto com a definição da nova política de reajuste do salário mínimo.

Entre as principais divisas emergentes e de exportadores de commodities, o real foi a única moeda, ao lado do peso mexicano, a se apreciar frente ao dólar no mês. Divisas menos relevantes do leste europeu, como florim húngaro e zloty polonês, também se destacaram. Termômetro do comportamento do dólar frente a seis divisas fortes, o índice DXY operou em alta comedida na sexta (28), acima da linha dos 100,600 pontos, mas encerrou a semana com leve baixa e acumulou recuo de quase 1%.

Taxa Selic

Segundo o economista-chefe da Western Asset, Adauto Lima, a safra recente de indicadores domésticos (serviços, varejo e mercado de trabalho) mostra que a economia não está desacelerando no ritmo em que se previa, o que sugere que não há espaço para que o Banco Central inicie um processo de corte de juros ainda no primeiro semestre, como esperado por uma ala dos investidores.

“Os dados de atividade consolidam a visão de que o BC vai demorar a reduzir juros. Outro fator importante no curto prazo é que a balança comercial continua bastante positiva, com a parte agrícola. Isso tudo ajuda na dinâmica do câmbio”, afirma Lima. “Se o País conseguir fazer a coisa certa na questão fiscal, o real pode se apreciar mais, porque a moeda não está valorizada”.

A perspectiva de manutenção de taxa Selic elevada por mais tempo, aliada à visão de que o aperto monetário nos EUA está perto do fim e de que o juro terminal por lá não vai chegar a 6%, tende a dar suporte a moeda brasileira ao manter um diferencial elevado de taxas. Nos EUA, o índice de preços de gastos ao consumo (PCE) avançou 0,1% em março e seu núcleo – que exclui alimentos e energia – subiu 0,3%, em linha com as expectativas. Monitoramento da CME mostram que as chances de alta dos FedFunds em 25 pontos-base na próxima semana, dia 3, ultrapassaram novamente 90%.

Por aqui, é unânime a aposta de que o Comitê de Política Monetária (Copom) vai anunciar, também no dia 3, manutenção da taxa Selic em 13,75%. As dúvidas giram em torno da possibilidade de aceno para início de um ciclo de corte à frente.

Link da Noticia https://www.osul.com.br/dolar-fecha-abril-abaixo-de-5-reais-com-queda-de-16-no-mes-bolsa-sobe/#:~:text=O%20d%C3%B3lar%20comercial,corte%20%C3%A0%20frente.

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