E o Improviso desta noite vai de Sambalanço. O sambalanço poderia ser considerado um subgênero da bossa nova. Surgido em paralelo, com as mesmas influências do jazz, mas com uma vertente mais pop. Diferente da bossa nova e do sambajazz, o sambalanço era um gênero de fácil assimilação para o grande público. As músicas faziam grande sucesso no rádio, com suas letras fáceis, quase naífes.
Além do mais, com uma batida simples e um ritmo cadenciado, o sambalanço era perfeito para dançar. Logo se tornou a grande atração nas boates e bailes no Rio de Janeiro, no final dos anos 50 e início dos 60, do século vinte.
O tecladista Ed Lincoln foi o grande nome do movimento e seu conjunto, o mais atuante na noite do Rio de Janeiro. O músico ficou conhecido como o Rei dos Bailes. A sonoridade do órgão elétrico Hammond, que ele tocava, se tornou o ícone mais representativo do movimento.
Porém quem deu uma sofisticada no sambalanço foi o músico Marcos Valle. Ele seguiu a trilha aberta por Ed Lincoln e deu um toque a mais, substituindo o Hammond pelo piano elétrico Rhodes. Um universo sonoro muito próximo porém, distinto. Ao mesmo tempo, Marcos Valle aproximou-se ainda mais do jazz, sem afastar-se do pop.
No Improviso desta semana, vamos escutar o sambalanço mais descontraído de Ed Lincoln e o sambalanço mais sofisticado de Marcos Valle.
Seleção:
1 – Palladium
2 – Influência do Jazz
3 – Miss Balanço
4 – The Blues Walk
5 – Olhou Pra Mim
6 – Lamento no Rhodes
7 – Onde Anda o Meu Amor
8 – Tamanco no Samba
9 – Bolinha de Sabão
10 – Life Is What It Is
11 – Vou Rir de Você
12 – Feels So Good
13 – Os Grilos
14 – Thank You Bart
15 – Não Tem Nada Não
16 – Sem Palavras