Os impactos do programa Bolsa Família na saúde da população brasileira foi tema de um webnário, na manhã desta quarta-feira (3). O evento foi realizado pelo Cidacs, Centro de Integração de Dados e Conhecimentos para Saúde, da Fiocruz Bahia.
A diretora socioambiental do BNDES, Tereza Campelo, destacou a importância do encontro.
“Recentemente a gente teve todo um conjunto de questionamentos ao Bolsa Família, mais uma vez atribuindo aos pobres a culpa pela sua própria pobreza, e eu acho que esse conjunto de evidências nos ajuda exatamente a dar essa materialidade, construir argumentos para mostrar a importância da construção de uma rede de proteção no Brasil. E a rede de proteção brasileira tem o Bolsa Família como uma de suas políticas mais robustas”.
Com o tema “Proteção Social e Saúde no Brasil: Evidências do Bolsa Família e Implicações para Políticas Públicas”, o webnário apresentou documentos que reúnem resultados de mais de uma década de estudos conduzidos por pesquisadores da Fiocruz em parceria com instituições nacionais e internacionais.
As análises mostram que, além de reduzir a pobreza e a extrema pobreza, o programa também contribui para a diminuição de partos prematuros e de mortes de mães e bebês.
O professor e coordenador científico do Cidacs, Maurício Barreto, destacou que gestantes beneficiadas pelo Bolsa Família têm uma probabilidade 11% menor de ter bebês com baixo peso.
“Grupo de mães que receberam o Bolsa Família tem reduções significativas do baixo peso ao nascer, principalmente mães pretas e mães indígenas. Então, o grupo que recebe Bolsa Família, comparado com o grupo que não recebe, tem uma redução de forma significativa”.
O evento marcou, ainda, o lançamento do novo Policy Brief sobre o Bolsa Família, documentos sintetizados com informações baseadas em pesquisas científicas nacionais e internacionais.
Todo o material pode ser conferido no site do Cidacs da Fiocruz Bahia.
Fonte: Radioagência Nacional